o tempo volta
Amanhã cumprimos nossa última partida no campeonato, talvez a última do Rio Branco na modalidade 12 toques. Com praticamente todo o grupo com problemas e compromissos particulares, pessoais ou de trabalho, estávamos na 6a feira com apenas 3 jogadores para a partida: Gilberto, Renato e Caiçara, que não desistiram da equipe o ano todo. O Tchaka estava confirmado, este também botonista muito valoroso, portanto 4 jogadores. Discuti com meu irmão e com o Renato a possibilidade de darmos wo. Não valeria a pena viajarmos para jogar co 4 apenas. Porém o Renato insitiu que não valia a pena fecharmos a história do RB com um wo, fato que nunca ocorrera anteriormente. Pedi a ele que entrasse em contato com o Felipe Moro, que apenas jogou o torneio início e depois saiu da equipe para cuidar de sua banda. E o Renato conseguiu o compromisso do Felipe em jogar, no sacrifício, pois ele chegaria de um show às 6 da manhã para viajar em seguida com a equipe. Ainda faltava mais um jogador e eu e o Renato tivemos a idéia ao mesmo tempo: vamos procurar os ex-juvenis. O Renato consegue um contato com o Guilherme, que se prontifica a nos ajudar, como já é jogador federado, bastaria reativar o registro pagando a taxa de anuidade. Logo em seguida, a prefeitura liga dizendo que a van que nos transportaria, havia quebrado. Iríamos com o gol da prefeitura e mais o meu carro. Isso inviabilizaria irmos até Itu para pegarmos o Tchaka. No embalo da volta ao tempo, ligo para o Elder Guidolin, que se prontifica a jogar. Mais um ex-jogador que reativamos para disputar a última partida. E o Rio Branco, de repente, vai para a partida contra o Corinthians com 6 botonistas americanenses, sendo 4 ex-juvenis: Felippe Moro, Caiçara, Guilherme e Elder Guidolin, além deste blogueiro e do Renato, "pai" desta geração de novos valores. Sementes plantadas no 2o ciclo da equipe que ainda rendem seus frutos e nos darão um alento interessante para 2010.
Escrito por gilberto às 20h25
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2o ciclo - 2003 - 2005
Retomando a história do Americana Futebol de Mesa, vamos relembrar o período compreendido entre 2003 e 2005. No ano em que o Rio Branco disputou a 1a divisão pela primeira vez, em 2002, embora estivesse vivendo o seu sonho gerado desde 1998, o grupo já estava cansado, com os compromissos pessoais de muitos exigindo novos focos para muitos dos nossos botonistas. Um campeonato difícil como o paulista da 1a. divisão acabou tendo efeito contrário ao que imaginávamos e passou a ser um fator de desmotivação para muitos. Entre jogar uma partida difícil, com derrota praticamente certa e deixar um compromisso pessoal para trás, o pessoal, em sua maioria, foi optando por não participar de todas as partidas. Filhos chegando, casamentos, novos desafios no trabalho, foram afastando Moisés, Urbano, Marco, André e outros. Quando iniciamos 2003, de volta à série A2, tínhamos perdido também o Ismael e o Marcelo Rini, que aceitaram convite do XV de Socorro e José Tadeu, um dos esteios da equipe, mudava-se para Ribeirão Preto por razões profissionais. A equipe estava com potencial mediano, com Cristiano, Fernando, Gilberto (ainda jogando um pouco melhor que agora), Moisés (não disputando todas as partidas), e completado por jogadores eventuais, como o recém chegado Renato Ferreira. Lembro que após 3 rodadas, o Cristiano sugeriu que reforçássemos a equipe com Sérgio Castilho pai e Sérgio Castilho filho, pessoas que não conhecíamos ainda pessoalmente, porém sabíamos do seu envolvimento histórico com o futmesa. Ambos residiam em Campinas e tinham interesse em voltar a jogar o futmesa pela federação. Ao mesmo tempo, o Renato iniciava um trabalho muito forte na escolinha de formação de novos jogadores. Futuras revelações do tigre estavam entrando no forno: Élder Guidolin, Vinícius Caiçara, Guilherme Goes, Danilo Celso, Walamo, Caio Cabral, Nathan Raoni, trazendo de volta Marcelo Cabral, todos juvenis, com idades variando de 13 a 15 anos. Enfim, o Rio Branco iniciava um trabalho de renovação e até hoje o mais amplo e bem sucedido trabalho de formação de novos jogadores. Lembro que o saudoso sr. Sergio Castilho chegou a se empolgar com o grande número de garotos interessado em aprender a jogar botão e ele não perdia uma 4a feira para participar dos treinamentos, deu muitas dicas aos garotos, que passaram a vê-lo como um vovô, um ícone, com direito até a um parabéns a você surpresa que muito o emocionou. Na equipe principal, a família Castilho estreiava em partida do Rio Branco, em casa, contra o ABREVB São Caetano (atual Fundação). A ABREVB era o líder do campeonato, invicta, 3 vitórias em 3 jogos e o Rio Branco estava com apenas 3 pontos. E a equipe jogou muito forte, os reforços corresponderam, falaram alto contra os adversários, no velho estilo Sérgio Castilho e o tigre passou a se impor dentro de casa. O Rio Branco foi controlando a partida rodada a rodada, sempre em pequena vantagem, para surpresa dos botonistas de S. Caetano. Ariel ainda era o capitão e me lembro quando, na 6a rodada, quando precisávamos apenas de um empate para ganharmos, estávamos em desvantagem perdendo a partida, e ele me fez um sinal discreto de que tínhamos que reagir. Lembro que empatava o jogo em 1 a 1, respirei fundo, adquiri forças e consegui fazer o gol da vitória logo em seguida ao sinal do velho Ariel. No final, vencíamos a partida por surpreendentes 56 x 50 e botávamos fogo no campeonato, que ainda contava com um bem montado Santos F.C., um ascendente e fortíssimo Liga Jacareí, além da imprevisível Superliga e do ainda saco de pancadas Grêmio Mauaense, futuro Meninos F.C. O Rio Branco em seguida jogou uma excelente partida contra a Superliga, em São Paulo,com uma de suas formações mais fortes dos times que pôs para jogar: Cristiano, Sergio Pai, Sergio Filho, Fernando, Moises e Vinicius Bola. O garoto Vinicius jogava muito bem, fazendo gols com facilidade e o RB conseguia uma vitória fora de casa que não teria obtido sem os reforços recém chegados, que davam muita estabilidade de pontuação à equipe. Cristiano, motivado, se destacava jogo a jogo e logo viria a ser o melhor botonista do interior. O Rio Branco, no entanto, se reforçava um pouco tarde e não poderia mais perder pontos até o final do campeonato. Infelizmente, contra Jacareí, em um mau dia e num excelente dia dos adversários, perdíamos uma partida chave. Em seguida, na penúltima rodada, um empate cedido na última rodada para o Santos, em casa, 51 x 51, nos tirava definitivamente de qualquer chance de retornar à 1a divisão. Na última rodada, contra o Abrevb, em São Caetano, em partida válida apenas para cumprimento de tabela, como incentivo aos garotos da escolinha, enviávamos para a aventura os nossos juvenis para sentirem a experiência de uma partida oficial de futmesa. Esse grupo, no ano seguinte (2004) era inscrito para representar o Rio Branco no campeonato paulista juvenil, o único ano em que o RB teve equipe juvenil. O ano de 2004 foi marcado pelos encantos e brilhantismo dos nossos garotos, que com média de idade de 13 anos, enfrentava os gigantes do juvenil lá no alto dos seus 17, 18 anos, de equipes de tradição como Socorro e São Caetano. Disputaram alguns abertos, em grande número, chegando a contar com até 10 garotos em um único torneio, fato que rendeu comentários emocionados do site futeboldemesanews e elogios da diretoria da FPFM. O Rio Branco pensava em retornar à elite em 2004,mas naquele ano o grupo se deixou levar pela tensão, não soubemos administrar corretamente conflitos de interesses, pois a presença dos monstros Sergio Castilho e Serginho exigia do grupo um certo "profissionalismo", éramos cobrados para encarar o futebol de mesa como esporte e não como diversão e muitos do grupo não estavam dispostos a colocar o botão nesse nível de prioridade em suas vidas. E o grupo não se encaixou naquele ano e acabamos tendo muitas perdas, inclusive a saída dos Castilhos no final do campeonato, além da perda do Sergio Paluma que se mudava para o Rio de Janeiro. De reforço, tínhamos a chegada dos irmãos de Limeira, Celso e Celinho Silva. E assim, quando começamos o ano de 2005 estávamos com um grupo adulto muito reduzido, insuficiente para enfrentar um campeonato paulista. A decisão foi não inscrever os juvenis no campeonato de sua categoria e promovemos todos eles para o time principal. Infelizmente, os garotos não se firmaram e o ano de 2005 acabou sendo um dos mais difíceis para o Rio Branco completar o campeonato. Lembro que eu e o Fernando discutimos exaustivamente se deveríamos prosseguir com a equipe em 2006. Chegamos a decidir pelo abandono algumas vezes, mas logo nos arrependíamos e voltávamos atrás. Era nítido que com a perda da maioria dos juvenis e a saída de bons jogadores da categoria adulta, não existindo muitas possibilidades de reforçar o grupo, percebíamos que era o momento de pararmos. No entanto, muito mais num gesto emocional, que desafiava a razão, resolvemos continuar em 2006 com a equipe disputando o campeonato paulista, onde tínhamos apenas 9 jogadores para disputar o próximo campeonato. Encerrava-se assim um breve ciclo de 2003 a 2005, onde o Rio Branco teve 2 equipes: uma equipe principal, forte em 2003 e 2004, com os reforços da família Castilho e uma equipe juvenil, fruto do trabalho incansável do Renato Ferreira. Destaques nesse período: Renato Ferreira, Sérgio Castilho, Sérgio Filho, Cristiano, Celso Silva, Danilo Celso, Guilherme Goes, Elder Guidolin e Vinicius Caiçara.
Escrito por gilberto às 20h08
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